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O desafio da espiritualidade bíblica no mundo pós-moderno.

Após a queda do primeiro casal, o conflito entre o material e o espiritual a fé e a razão está presente na humanidade. A questão é que o problema está na natureza caída. A morte passou a todos os homens conforme o Apostolo Paulo aos Romanos. E assim, portanto, o homem estava afastado de Deus, morto em seus pecados e delitos. (Ef 2.1) E impossibilitado de fazer o bem. Rm 7.18  “Tenho o desejo de fazer o que é bom e não consigo realizá-lo. Para fazer reviver o espírito humano, a justiça divina exigia a morte. Na providência divina, o Senhor enviou o Cordeiro, tipificado nas vestimentas de peles providas para os nossos primeiros pais, na provisão do sacrifício para Abraão substituir Isaque e nas ofertas de sangue que constituíam todos os cerimoniais levíticos. E em  Cristo o espírito do homem revive por meio do seu eterno sacrifício na Cruz. 

O ponto de partida para uma espiritualidade bíblica é o novo nascimento. (Jô 3.3). A principal razão para que as escrituras chamem os cristãos e suas virtudes de “espirituais” é a seguinte: o Espírito Santo produz nos cristãos resultados que se harmonizam com …verdadeira natureza do próprio Espírito … Como uma fonte de vida, agindo neles e dando a Si mesmo a eles em sua doce e divina natureza de santidade. Ou seja, Quanto mais submissos à ação do Espírito Santo mais temos condições de atingir o padrão divino. Sendo assim não haverá dicotomia entre o sagrado e o secular, porque viveremos a vida de Deus no nosso espírito em todas as áreas da nossa vida.Também não haverá separação entre a ciência e a fé, porque a sabedoria espiritual sobrepujará o conhecimento humano.

O termo espiritualidade foi usado no século XVII para definir o conhecimento interno e direto com Deus.  No século XIX, a espiritualidade passou a designar a vida espiritual enquanto experiência com Deus. No Século XVI, na reforma protestante, a espiritualidade genuinamente cristã foi defendida fortemente dentro de uma ortodoxia pura e bíblica. Disse Calvino “É preciso colocar no coração o que a mente absorveu, pois, a Palavra de Deus não é recebida pela fé, se fica esvoaçando para lá e para cá no topo do cérebro, mas sim, quando enraíza no profundo do coração para que seja uma defesa invencível ao resistir e repelir todos os estratagemas da tentação.”  O termo latino “spiritualistas” foi traduzido do grego pneumatiké  por Dionísio,  com o seguinte significado: “Consiste na perfeição da vida segundo Deus”. Ou seja, espiritualidade é um processo no aperfeiçoamento do caráter humano. (Ef. 4.13) Este é o padrão divino para o homem.   

  1. O desafio da espiritualidade no mundo pós-moderno.
  1. A tecnologia.  Mesmo sendo um bem de utilidade para o ministério, a tecnologia avançada produz a consciência do imediatismo. É o perigo de um cristianismo instantâneo, de bênçãos rápidas e fáceis e de relações superficiais.
  2. Mentalidade de Mercado.  O consumismo tem se proliferado entre todas as classes.
  3. Pluralização e globalização. O contato com outras culturas e a abertura do comércio e a do intercâmbio multicultural classificam tudo na base do relativismo. Nada é obrigatório, as questões éticas e morais não passam de opções. (sincretismo religioso).
  4. A busca constante pelo novo. A geração atual é caracterizada pela busca alucinante de novas experiências. As relações afetivas são descartáveis, a inquietação e ansiedade levam os jovens aos jogos e ao entretenimento que sempre se apresentam com novas roupagens.    

Espiritualidade é deixar-se ser alcançado por Deus em toda graça e misericórdia dele. 

Prof. Me Uilson Nunes
Prof. Me Uilson Nunes
Mestre em Letras pela Universidade Federal de São Paulo (2019), Pós-Graduado em Docência no Ensino Superior pela Universidade nove de Julho e Pós- Graduado no ensino de jovens e adultos pelo Centro Paula Souza e Ministério da Educação (MEC) por meio do programa Brasil profissionalizado, Graduado em Pedagogia (Uninove), Graduado em Letras - Licenciatura Plena Português e Inglês pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Tibiriçá e Graduado em Teologia - Ciência da religião pelo Seminário Teológico Betel Brasileiro. Atualmente é professor titular de língua portuguesa e inglesa na Etec Bartolomeu Bueno da Silva - Anhanguera, coordenador de aplicação do vestibular Fatec Santana de Parnaíba e professor de teologia na FAESP e ETADEMP.

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